Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Esposa errou mas a reação do marido é maravilhosa!

Chantilly, Domingo, 24.01.16

“Quando eu era criança, o nosso jantar em família era sagrado e sempre tínhamos uma comida quentinha nos esperando no mesmo horário. Assim que eu chegava da escola, a minha mãe logo ia para o fogão preparar a nossa refeição. Mas uma noite em particular ficou gravada na minha memória para sempre. E eu ainda me lembro de cada detalhe do que aconteceu à mesa naquele dia:

Por algum motivo que me foge a memória, todos nós estávamos muito cansados naquela noite. O dia tinha sido anormalmente longo e difícil, especialmente para o meu pai, que chegou do trabalho exausto. O menu do jantar era sopa e minha mãe tinha feito uma torrada e preparado uma manteiga com ervas, para dar uma incrementada. Mas quando sentei à mesa, o que eu vi ali não eram torradas: pareciam pedaços de carvão! O pão tinha obviamente queimado e parecia intragável. Eu hesitei, sem saber o que dizer, e esperei para ver a reacção do meu pai.

E ele agiu como se nada tivesse acontecido. O meu pai pegou o pão esturricado, passou manteiga e comeu com gosto. Ao mesmo tempo, me perguntou sobre o meu dia, se já tinha terminado os deveres de casa, etc. Já não me lembro do que respondi, mas o que aconteceu depois eu nunca vou esquecer. A minha mãe começou a se desculpar pela janta simples, pelo pão queimado, mas meu pai só disse, sorrindo: “Que parvoíce. Eu gosto da torrada ASSIM!”

Mais tarde, quando ele entrou no meu quarto para dar boa noite, eu perguntei se era verdade que ele tinha gostado daquela torrada horrível. Ele me abraçou e disse: “Sua mãe teve um dia longo e stressante. Acontece de vez em quando. E um pedacinho de torrada queimada não mata ninguém. O que magoa é dizer a coisa errada na hora errada!” Ele então me abraçou mais uma vez e continuou: “Você vai aprender que, na vida, as coisas nem sempre saem como a gente quer. Nós não somos perfeitos. Eu, por exemplo, vivo esquecendo compromissos e o nosso aniversário de casamento. Mas, como o passar do tempo, a gente aprende a aceitar os pequenos deslizes e erros dos outros. A gente aprende até a amá-los! Esse é o segredo de um relacionamento longo e feliz entre duas pessoas. A vida é curta demais para a gente desperdiçar reclamando das coisas. É melhor simplesmente amar as pessoas que só querem o seu bem. E ter um pouco de compreensão com as que ainda não se deram conta disso.”

Eu cresci e hoje entendo a sabedoria contida nessas palavras do meu pai."

 

O autor(a) deste texto é desconhecido mas é uma bela lição para toda a vida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chantilly

As mulheres portuguesas são parvas

Chantilly, Domingo, 17.01.16

“Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões.

Nos últimos tempos, fui entrevistada por vários jornais, os quais, suponho que devido à crise económica, me enviaram mulheres muito novas. Eram geralmente bonitas, espertas, altas, modernas e rápidas. Eis, pensei, a Nova Mulher. Inesperadamente, o final das conversas tendeu a escorregar para a dificuldade que elas encontravam na compatibilização entre o trabalho e a maternidade. Num caso, aconteceu mesmo ter eu descoberto estar a desempenhar o papel de psicanalista, dando conselhos sobre a forma como a jornalista em causa, que acabara de ter um filho, podia e devia reivindicar para si, sem se sentir culpabilizada, um maior espaço de autonomia.

 

Suponho que o facto de ser mulher, mãe e avó convida a estas confissões imprevistas. Não me importei: as revelações das jovens serviram para me mostrar que as novas gerações femininas, pelo menos as da classe média, não têm a vida mais facilitada do que eu a tive há quarenta anos. Por um lado, as “criadas de servir”, como antigamente lhes chamávamos, são hoje mais caras, por outro, a ideologia dominante sobre a função da mulher alterou-se menos do que eu pensava.

É isto que um trabalho, publicado por Karin Wall, do Instituto de Ciências Sociais, e por Lígia Amâncio, do ISCTE, veio demonstrar. A quase totalidade dos portugueses (93 por cento) considera que, num casal, tanto o homem quanto a mulher devem trabalhar fora de casa, mas um número impressionante (78 por cento) diz que uma criança pequena sofre quando a mãe trabalha. Cerca de metade da população afirma que as mães se deveriam abster de trabalhar quando têm filhos com menos de seis anos. Ora, devido aos salários reduzidos da maioria dos trabalhadores masculinos, Portugal possui a mais alta taxa de emprego feminino da Europa, uma situação que só pode conduzir a que as portuguesas vivam em estado permanente de culpabilidade.

Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma “vida vazia”. Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica: elas despendem, por semana, vinte e seis horas, eles apenas sete, o que dá uma diferença de dezanove horas semanais, uma média superior à europeia. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.

Algumas das jovens, que responderam ao inquérito, declararam conformar-se com a distribuição do trabalho vigente, chegando a dizer que “nós nunca nos zangamos por causa das tarefas domésticas”, continuando a lavar a roupa, a passar a ferro e a mudar fraldas, como se os filhos não fossem responsabilidade de ambos. Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides. Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.

Nunca esperei que a situação fosse tão má quanto a que este inquérito revela. Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios – sendo um deles a emancipação feminina – em que tinham verificado progressos. Depois de ler estes dados, tenho dúvidas. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.

De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu. Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três “babysitters” antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão. Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas. A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.

É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou “femininista”, nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas. Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, tem direitos; quem se resigna, fica de fora.
Historiadora”

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chantilly

Não compreendo o mundo atual!

Chantilly, Domingo, 15.11.15

Tenho de ser sincera e transparente, eu realmente não entendo o mundo moderno. Talvez pareça retrograda porque as modernices já não fazem muito sentido para mim.

Por exemplo, ontem estava a navegar no facebook e encontrei uma imagem que dizia o seguinte:

 

“Vergonhoso não é fazer sexo sem amor, é fingir amar para ter sexo”

 

Entendo perfeitamente que na mente das pessoas que partilharam e gostaram desta publicação achem reprovável a atitude de iludir alguém para conseguir um momento ou até vários de puro prazer e eu própria concordo plenamente. O que não consegui concordar e na minha mente não faz qualquer sentido como o facto de se fazer sexo sem sentimentos pode ser aceite na sociedade atual. Claro que não julgo nem censuro as pessoas que tomaram tal decisão, mas simplesmente não consigo compreender.

O pior disso tudo é que me sinto velha! Estou na casa dos vintes, e ainda nem sequer deslumbro longinquamente os trintas, e mesmo assim não consigo entender tais escolhas da minha geração. Não consigo entender “vamos fazer sexo?” em modo completamente indecente e alguém dizer ‘Sim’ ou simplesmente se deixar levar ao sabor da maré.

Ainda há dias, e o motivo deste desabafo, recebi uma mensagem indecente que passarei a citar:

 

Minha querida eu tenho sempre comigo as chaves da casa da minha irmã que está em França. Vamos fazer sexo? Diz-me algo... Beijinho

 

Não consigo compreender as motivações de uma pessoa que não conheço a mandar uma mensagem assim, mas infelizmente não é o único como é obvio e de certeza que alguma vez na tua vida também recebeste ou enviaste uma mensagem com este carácter.

Há um ano estava a trabalhar e tive de dar o meu numero no âmbito das funções que na altura exercia a um colega de trabalho. Em breves momentos recebi a seguinte mensagem:

 

Olha eu sou casado, mas se quiseres todas as tardes estou livre para 'fodermos'.

 

Sim, ele utilizou calão! Esta mensagem deu-me uma volta ao estômago que só me apetecia vomitar tal era a revolta e nojo que sentia. Como isso tudo não o bastasse ainda me piscou o olho. O mundo caiu-me aos pés!

Estamos numa sociedade que está constantemente a padecer a olhos vistos ou se calhar sou eu que sou retrograda ao ponto de não a conseguir acompanhar. Gostava de ter luz que me guiasse e conseguisse me explicar racionalmente dos tempos terem mudado.

Antigamente, e não foi num passado muito distante, as pessoas viam esta questão de forma totalmente distinta. Claro que eram tempos completamente diferentes e as mulheres tinham de casar virgens senão desrespeitavam a família. Mas passamos de sociedade completamente retrograda e que reprimia as pessoas para uma sociedade possivelmente liberal demais. Não é possível encontrar um meio termo desta questão? Temos de ser sempre uma sociedade extremista?

Desde sempre a minha alma e o meu coração administraram a minha vida e sinceramente nunca deixaria a minha vida ser conduzida pelo meu corpo até porque teria de viver com as minhas acções pelo resto da minha vida e se algum dia tivesse optado por sexo sem compromisso isso iria matar-me aos poucos e poucos devido aos remorsos que sentiria...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chantilly

Corta-interesse #1

Chantilly, Terça-feira, 15.10.13


Há uns anos atrás lembro-me de ler um blog que tinha a rubrica "corta-interesse" que infelizmente acabou por muita pena minha. A partir de hoje estará aqui no blog uma rubrica com o mesmo nome. Atenção que esta rubrica é algo muito pessoal uma vez que varia de pessoa para pessoa. Algo que pode ser corta-interesse para mim pode ser algo interessante para outra mulher.

Nesta rubrica não vou só dizer o que não tolero vou sim dar a minha opinião sobre o assunto de modo a perceberem o meu ponto de vista.

 

Machismo

 

Há vários tipos de machismo e eu detesto todos eles mas hoje irei só falar do machismo em casa em relação especificamente as lides domesticas.

 

Na altura dos primórdios os homens iam para a caça e o papel da mulher nessa altura era governar a casa e cuidar dos filhos.

Séculos mais tarde, na altura das conquistas de terra os homens trocaram a caça pela guerra. O papel da mulher manteve-se.

Na altura da revolução industrial os homens trabalhavam para sustentar a casa e a mulher continuava a governar a casa sozinha.

Na altura que mulher emancipou-se começou a ir também trabalhar e a verdade é que fazia tanto ou mais que os homens. Estes continuam com o posto machista de não ajudar nas lides da casa. Porquê? Bem não ajudavam nas lides domesticas mas se algo avariasse não se chamam técnicos para consertar portanto os homens tinham de arranjar eles mesmo o que avariou ou não estava a funcionar correctamente e dessa maneira continuam a manter o seu posto de chegar a casa e descansar.

 

Agora vamos pensar numa coisa. Quantos homens conheces que saibam fazer arranjar pelo menos 3 destas avarias desde frigorifico, maquina de lavar louça, maquina de lavar roupa, tratar de uma inundação, tratar de um problema no fogão, infiltração, problema da luz, entre outros? Resumidamente quase nenhum homem actualmente na nossa sociedade sabe resolver esses problemas...

 

Homens,

As mulheres trabalham como vocês e quando chegam a casa não vão para o sofá ver a bola. Tem de limpar a casa, fazer de comer, passar a ferro, gerem o dinheiro, consertam coisas simples em casa e ainda ligam e recebem em VOSSA casa o técnico para arranjar porque nem isso muitos não tem decência de fazer... Quando tiverem filhos as mulheres dão banho as vossas crianças, vestem-nas, mudam fraldas, elas é que tem a OBRIGAÇÃO de se levantar a meio da noite para ver o que se passa, levam-nas à escola e ao médico. Podia ficar até amanhã a descrever o que elas fazem e vocês não. Só tenho uma coisa a dizer-vos as mulheres por acaso fazem crianças sozinhas? Ai pois não então a OBRIGAÇÃO é VOSSA TAMBÉM.

 

Há uma pergunta que não quer calar de jeito nenhum.

Homens que descrevi como conseguem dormir sabendo que sois uns totais inúteis?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chantilly

Não percebo

Chantilly, Terça-feira, 09.04.13

Na vida há coisas que não se percebe porque não tem qualquer lógica, uma delas são as cirurgias plásticas. Não sou contra porque podem melhorar uma pessoa visualmente e consequentemente melhorar a sua auto-estima mas o que é incompressível é pessoas bonitas querem tornar-se feias. É exactamente deste último ponto que hoje venho mostrar porque não consigo entender. Sinceramente, há pessoas que tem que rever os seus conceitos de beleza.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chantilly



Contacto:

chocolatequentecomchantilly@hotmail.com


Segue-me

Follow on Bloglovin

Bem-vinda!

Chocolate quente com chantilly foi criado para puder partilhar as minhas opiniões, dúvidas, dilemas e as mil e uma ideias que correm na minha cabeça. Também expressarei os meus conhecimentos sobre os assuntos que mais me despertam interesse e também servirá de desculpa para os puder aprofundar.

Falarei um pouco sobre tudo. Textos de opinião, moda, beleza, saúde, relacionamentos, séries, música, filmes, entre outros. Antes de mais quero deixar a promessa de esperança de num futuro próximo puder tratar de muitos mais temas.

Espero ainda que compreendas que não sou nenhuma profissional ou expert nos assuntos que tratarei, simplesmente, adoro pesquisar sobre os mesmos pois gosto muito de aprender sobre aquilo que me rodeia. Portanto, se houver algo que esteja incorrecto ou não concordes, comenta porque terei todo o gosto em ler e responder ou até corrigir se necessário.

Para finalizar, espero que te identifiques comigo.


Carpe diem!


calendário

Outubro 2020

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


Afiliados: