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As mulheres portuguesas são parvas

Chantilly, Domingo, 17.01.16

“Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões.

Nos últimos tempos, fui entrevistada por vários jornais, os quais, suponho que devido à crise económica, me enviaram mulheres muito novas. Eram geralmente bonitas, espertas, altas, modernas e rápidas. Eis, pensei, a Nova Mulher. Inesperadamente, o final das conversas tendeu a escorregar para a dificuldade que elas encontravam na compatibilização entre o trabalho e a maternidade. Num caso, aconteceu mesmo ter eu descoberto estar a desempenhar o papel de psicanalista, dando conselhos sobre a forma como a jornalista em causa, que acabara de ter um filho, podia e devia reivindicar para si, sem se sentir culpabilizada, um maior espaço de autonomia.

 

Suponho que o facto de ser mulher, mãe e avó convida a estas confissões imprevistas. Não me importei: as revelações das jovens serviram para me mostrar que as novas gerações femininas, pelo menos as da classe média, não têm a vida mais facilitada do que eu a tive há quarenta anos. Por um lado, as “criadas de servir”, como antigamente lhes chamávamos, são hoje mais caras, por outro, a ideologia dominante sobre a função da mulher alterou-se menos do que eu pensava.

É isto que um trabalho, publicado por Karin Wall, do Instituto de Ciências Sociais, e por Lígia Amâncio, do ISCTE, veio demonstrar. A quase totalidade dos portugueses (93 por cento) considera que, num casal, tanto o homem quanto a mulher devem trabalhar fora de casa, mas um número impressionante (78 por cento) diz que uma criança pequena sofre quando a mãe trabalha. Cerca de metade da população afirma que as mães se deveriam abster de trabalhar quando têm filhos com menos de seis anos. Ora, devido aos salários reduzidos da maioria dos trabalhadores masculinos, Portugal possui a mais alta taxa de emprego feminino da Europa, uma situação que só pode conduzir a que as portuguesas vivam em estado permanente de culpabilidade.

Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma “vida vazia”. Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica: elas despendem, por semana, vinte e seis horas, eles apenas sete, o que dá uma diferença de dezanove horas semanais, uma média superior à europeia. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.

Algumas das jovens, que responderam ao inquérito, declararam conformar-se com a distribuição do trabalho vigente, chegando a dizer que “nós nunca nos zangamos por causa das tarefas domésticas”, continuando a lavar a roupa, a passar a ferro e a mudar fraldas, como se os filhos não fossem responsabilidade de ambos. Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides. Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.

Nunca esperei que a situação fosse tão má quanto a que este inquérito revela. Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios – sendo um deles a emancipação feminina – em que tinham verificado progressos. Depois de ler estes dados, tenho dúvidas. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.

De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu. Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três “babysitters” antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão. Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas. A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.

É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou “femininista”, nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas. Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, tem direitos; quem se resigna, fica de fora.
Historiadora”

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Chantilly

Golden globes 2016: Cabelo e maquilhagem

Chantilly, Quinta-feira, 14.01.16

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Jennifer Lopez

Maquilhagem: Uma pele perfeita e leve que condiz perfeitamente com a maquilhagem dos olhos em dourado, com pestanas bem alongadas e separadas. O remate final foi dado por este batom vermelho combinado com um ligeiro acabamento glossy.

Cabelo: Simples.

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Eva Longoria

Maquilhagem: Pele mais coberta mas perfeita para esta maquilhagem mais dramática. Os olhos esfumado preto com dourado e lápis preto bem marcado combinado com pestanas postiças. Sobrancelha bem marcada para condizer com toda a maquilhagem e para os lábios um batom mate rosa clarinho.

Cabelo: Coque Messy, super elegante e sofisticado.

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Lily James

Maquilhagem: Olhos marcados com uma sombra bronze e lápis preto rente as pestanas superiores. Para os lábios optou por cor de boca.

Cabelo: Leves ondas e naturais.

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Kirsten Dunst

Maquilhagem: Os olhos de um preto esfumado intenso combinados com pestanas dramaticamente longas e os lábios cremosos num rosa nude.

Cabelo: Apanhado simples.

Olivia Palermo

Maquilhagem: Simples mas perfeita. Sombra cintilante gloden rosé e batom rosa vibrante.

Cabelo: O penteado de Olivia incluiu ondas soltas afastadas do rosto por uma trança que as prendia atrás dos ombros.

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Amy Adams

Maquilhagem: Mais uma prova de que a maquilhagem sem exageros prevaleceu nestes golden globes! Aqui destacamos os pontos de luz criado nos olhos e um suave batom nude.

Cabelo: Ondas sensuais.

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Jaimie Alexander

Maquilhagem: Um exemplo de “less is more”!.   Pele imaculada, Soft smoke eyes em tons de cinza e prata que ficou perfeito com os seus olhos verdes. Para os lábios um batom cremoso num tom nude queimado.

Cabelo: Uma boa aposta para quem tem cabelos curtos, um apanhado todo para trás, que confere um toque de glamour.

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Katy Perry combinou o traço de delineador clássico com uma boca rosa. O cabelo inspirados nos anos sessenta. Emmy Rossum optou pela dupla delineado e o batom vermelho, juntamente com as ondas do cabelo, look clássico.

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Jennifer Lawrence tem a pele perfeita e iluminada, delineado simples junto com uma sombra dourada e um lip blam avermelhado. No cabelo um elegante coque baixo com risco lateral, super elegante e um clássico. Rooney Mara tem a pele perfeita e natural, olhos com uma sombra dourada discreta e como que adora cores mais escuras, escolheu para batom um tom de cereja. No cabelo um apanhado elegante.

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Lady Gaga em modo Marilyn Monroe cabelo de diva, pele perfeita, sobrancelha bem desenhada, eyeliner bem definido com lápis branco dentro do olho e pestanas postiças no canto externo do olho, para dar um olhar de arraso. Nos lábios um bálsamo labial para destacar o brilho natural dos lábios. Zendaya fez um esfumado em tom de bronze, na boca marrom e cabelo com risca ao centro simples. Já Emila Clarke optou por uma maquilhagem super simples, pele perfeita, um sombra para o cinza nos olhos e um batom nude. O cabelo também bem simples, meio apanhado com um pouquinho de volume, óptima inspiração para os cabelos mais curtos!

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Chantilly

"Óscares" dos piores

Chantilly, Quinta-feira, 14.01.16

O ano começa e com ele vêm as premiações: People's choice Awards, Golden globes, Grammys Awards, Óscares e... os Golden Raspberry Awards (Framboesa de Ouro nome no Brasil) mais conhecidos por Razzies. Os Razzies distinguem os piores dos piores, mas também decidiram reconhecer quatro anteriores "premiados" que se colocaram a caminho da redenção.

Os nomeados principais da 36ª Edição dos Razzies são "As cinquenta sombras de Grey", "Pixels", "Ascensão de Júpiter","O Segurança do Shopping: Las Vegas". Como já é tradição, Adam Sandler está nomeado em várias categorias, mas curiosamente Eddie Redmayne (Ascensão de Júpiter) e Julianne Moore (O Sétimo Filho), dois vencedores do Óscar em 2015, distinguem-se agora com nomeações por más interpretações.

Confira abaixo a lista completa dos indicados ao Framboesa de Ouro 2016.

 

PIOR FILME
Quarteto Fantástico
Cinquenta Tons de Cinza
O Destino de Júpiter
Segurança de Shopping 2
Pixels
 
PIOR ATOR
Johnny Depp (Mortdecai)
Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
Kevin James (Segurança de Shopping 2)
Adam Sandler (Trocando os Pés e Pixels)
Channing Tatum (O Destino de Júpiter)
 
PIOR ATRIZ
Katherine Heigl (Home Sweet Hell)
Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
Mila Kunis (O Destino de Júpiter)
Jennifer Lopez (O Garoto da Casa ao Lado)
Gwyneth Paltrow (Mortdecai)
 
PIOR ATOR COADJUVANTE
Chevy Chase (A Ressaca 2 e Férias Frustradas)
Josh Gad (Pixels e Padrinhos LTDA)
Kevin James (Pixels)
Jason Lee (Alvin e os Esquilos: Na Estrada)
Eddie Redmayne (O Destino de Júpiter)
 
PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Kaley Cuoco (Alvin e os Esquilos: Na Estrada e Padrinhos LTDA)
Rooney Mara (Peter Pan)
Michelle Monaghan (Pixels)
Julianne Moore (O Sétimo Filho)
Amanda Seyfried (O Natal dos Coopers e Peter Pan)
 
PIOR REMAKE OU SEQUÊNCIA
Alvin e os Esquilos: Na Estrada
Quarteto Fantástico
A Ressaca 2
A Centopéia Humana 3
Segurança de Shopping 2
 
PIOR COMBO
Todos os Fantásticos (Quarteto Fantástico)
Johnny Depp e seu bigode colado (Mortdecai)
Jamie Dornan e Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
Kevin James e tanto o seu Segway ou o seu bigode colado (Segurança de Shopping 2)
Adam Sandler e qualque par de sapatos (Trocando os Pés)
 
PIOR DIRETOR
Andy Fickman (Segurança de Shopping 2)
Tom Six (A Centopéia Humana 3)
Sam Taylor-Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
Josh Trank (Quarteto Fantástico)
Os Wachowskis (O Destino de Júpiter)
 
PIOR ROTEIRO
Quarteto Fantástico
Cinquenta Tons de Cinza
O Destino de Júpiter
Segurança de Shopping 2
Pixels
 
PREMIO DE REDENÇÃO
Elizabeth Banks
M. Night Shyamalan
Will Smith
Sylvester Stallone
 
Os "vencedores" serão anunciados a 27 de fevereiro, na véspera dos Óscares. Concordas com os indicados?

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Chantilly

Esse vídeo fez 80% das pessoas desligarem o celular pelo resto do dia!

Chantilly, Quarta-feira, 13.01.16

 

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Chantilly

Golden globes 2016: Mais bem vestidas

Chantilly, Segunda-feira, 11.01.16

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Kate Winslet: Adorei o vestido bastante bonito.

 

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Jenna Dewan Tatum: Um vestido bastante diferente mas mesmo assim muito bonito e a Jenna traz consigo um lindo "acessório" Channing Tatum é claro.

 

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Lily James: Lindo o vestido fez-me lembrar um vestido digno de princesa Cinderela.

 

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Julianne Moore: Quem disse que não se pode ser linda e/ou sexy aos 55 anos? Julianne contrariou isso e eu adorei o vestido.

 

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Kirsten Dunst: Esta combinação tinha tudo para ser vulgar mas a verdade é que eu adorei.

 

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Jennifer Lawrence: Apaixonei-me pelo colar.

 

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Jennifer Lopez: Achei a Jennifer muito sexy e linda mas ao mesmo tempo não consigo parar de pensar em mostarda e no meme da Rihanna.  

 

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Lady Gaga: Com um vestido preto nunca me comprometo. Nunca na vida pensei que ia dizer que gostei de um vestido da Lady Gaga mas é verdade é ela esta linda.

 

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Jada Pinkett Smith: Achei o vestido bastante original e a cor linda mas trocava os sapatos por exemplo para pretos e acho que lhe falta um colar.

 

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Carly Steel: Adorei este vestido acho diferente de todos.

 

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Bem-vinda!

Chocolate quente com chantilly foi criado para puder partilhar as minhas opiniões, dúvidas, dilemas e as mil e uma ideias que correm na minha cabeça. Também expressarei os meus conhecimentos sobre os assuntos que mais me despertam interesse e também servirá de desculpa para os puder aprofundar.

Falarei um pouco sobre tudo. Textos de opinião, moda, beleza, saúde, relacionamentos, séries, música, filmes, entre outros. Antes de mais quero deixar a promessa de esperança de num futuro próximo puder tratar de muitos mais temas.

Espero ainda que compreendas que não sou nenhuma profissional ou expert nos assuntos que tratarei, simplesmente, adoro pesquisar sobre os mesmos pois gosto muito de aprender sobre aquilo que me rodeia. Portanto, se houver algo que esteja incorrecto ou não concordes, comenta porque terei todo o gosto em ler e responder ou até corrigir se necessário.

Para finalizar, espero que te identifiques comigo.


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